segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Recordar é viver
Será que nessa "sessão nostalgia" da Rede Globo, nesse mes de novembro ela não vai lembrar do golpe que realizou contra a candidatura Lula no útimo debate contra Collor?
Muros bons e muros maus

Contensão da miséria capitalista: Pobres de um lado, ricos de outro, muitos muros como este ainda serão construídos
No dia de hoje a midia liberal-conservadora comemora com estardalhaço os 20 anos da queda do Muro de Berlim, o que foi uma excrecência stalinista. O que chama atenção é que a crítica não é feita aos muros que ainda permancem de pé, alguns ainda em construção nos dias de hoje. Dois exemplos são o muro entre EUA e México e o Muro erguido por Israel para separar os territórios palestinos. Esses muros ao contrário de Berlin, que separava o "paraíso" da economia de mercada do "inferno comunista", para os liberais conservadores, é mais do que necessário, pois é preciso controlar as "hordas" de famintos que querem a força participar do banquete do qual não foram convidados. Dois pesos duas medidas, pois temos muros bons, que devem ser preservados e muros ruins que já foram derrubados, principalmente aqueles que de alguma forma impedem a "livre" e "democrática" circulação do "deus" dinheiro.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
FIM DO BLOQUEIO INFAME DOS EUA À CUBA: EXIGENCIA DO MUNDO

Apesar do bloqueio infame de mais de 40 anos,CUBA nunca deixou de priorizar o seu povo, garantindo a todos saúde, educação, cultura e alimentação, principalmente para o que existe de mais importante, suas crianças
Mais uma vez a Assembleia Geral das Nações Unidas discute a resolução que pede o fim do bloqueio econômico e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba, e o resultado - embora previsível - volta a afetar e questionar diretamente o posicionamento do governo estadunidense em relação ao tema. Numa votação recorde, dos 192 países membros do organismo, 187 foram favoráveis ao fim do bloqueio à ilha. Somente os Estados Unidos, Israel e Palau mantiveram-se a favor e as Ilhas Marchall e Micronesia se abstiveram.
A votação mostra que o número de nações contrárias ao embargo, que em 1992 chegava a apenas 59, já é quase unânime hoje. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, esteve presente na reunião em que, pelo 18º ano consecutivo, apresentou-se o projeto de resolução "Necessidade de colocar fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".
Há 18 anos, Cuba pede, na ONU, o fim do embargo que já lhe provocou 93 bilhões de dólares em prejuízo, segundo análises de economistas cubanos. Em 1992, eram 59 países a favor do fim do bloqueio a Cuba, enquanto três votaram contra e 71 se abstiveram. Desde então, o número de países favoráveis só aumentou. Em 2008, já eram 185 a favor, três contra e duas abstenções.
Os prejuízos econômicos também são grandes para os Estados Unidos. De janeiro a setembro deste ano, o país aplicou 23 multas contra empresas do país que violaram o embargo, totalizando 2,3 bilhões de dólares em multa. Em contrapartida, no entanto, o governo gastou 1,2 bilhões de dólares para aplicá-las.
Se os danos fossem calculados no valor atual do dólar, os danos causados à economia cubana até dezembro de 2008 podem chegar a 236.221 bilhões.
Apesar de comunidade internacional se manter esperançosa sobre uma mudança de postura dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama tem demonstrado sua intenção de manter o embargo a Cuba. Em entrevistas recentes, seu vice-presidente, Joseph Biden, declarou que o país manterá o bloqueio como forma de pressão contra Cuba.
As primeiras regulações do bloqueio contra Cuba, iniciado em 1962, apareceram na Lei de Comércio com o Inimigo (TWEA, por sua sigla em inglês), de 1917. Ela já restringia o comércio estadunidense com países considerados "hostis". Já em 1961, surgiu a Lei de Assistência Exterior, através da qual o Congresso federal permitiu que o presidente dos EUA embargasse o comércio com Cuba.
Em seguida, outras leis acentuaram o bloqueio comercial. Em 1992, o presidente George Bush (pai) reforçou o embargo, através da Lei para a Democracia Cubana. A medida proibiu que companhias subsidiárias do país realizassem transações com Cuba. Em 1996, o presidente Bill Clinton internacionalizou o bloqueio a Cuba através da Lei para a Solidariedade Democrática e a Liberdade Cubana.
Em 1979, a Lei de Administração das Exportações outorgou ao presidente o controle das exportações e reexportações de bens e tecnologias para restringir as exportações que contribuíram para o potencial militar de qualquer país, em detrimento da segurança dos EUA.
Por Adital, com informações de Cubadebate e TeleSur.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Uma história real

A História de Khalia e Mombo
Khalia era uma das mulheres mais belas e inteligentes de sua comunidade: conhecia todas as regras, sabia desenvolver-se extraordinariamente bem em todas as facetas de sua vida, curava alguns males, cozinhava bem, estava a par das notícias relevantes, era alegre, dançava, usava trajes elegantes que ela mesma criava... Khalia era muito querida por todos e tinha mil apelidos: Khalia a bela, Khalia a sorridente, Khalia a amável, Khalia a graciosa...
Muitos jovens de sua comunidade a queriam. Mas ela sabia, desde muito tempo, que só aceitaria Mombo, o mais audaz da comunidade, o mais avançado e o mais lúcido, que era, ademais, sensível aos sorrisos que Khalia dedicava somente a ele, sensível a inteligência de Khalia e sensível ao brilho, atividade e entusiasmo dessa mulher, e, por tudo isso, a pediu em casamento.
Khalia e Mombo eram uma fortaleza vital : juntos produziam mais que ninguém, riam mais que ninguém, vibravam mais que ninguém e eram profundos conhecedores das tradições do passado e atores do futuro.
Mas as coisas se tornaram difíceis em seu país quando nasceu o primeiro de seus filho, Tron, e Mombo , o audaz, empreendeu um difícil caminho até outra parte. Khalia o amava e o seguiu com Tron.
Em questão de horas, difíceis horas, por outra parte, Khalia, Mombo e Tron foram despojados de todos os seus atributos. Estão rodeados de pessoas que falam outro idioma, se movem de outra maneira, fazem coisas incompreensíveis, estão nas ruas em certos momentos para deixá-la vazia em outros, ha dias que fecham tudo. Tudo está cheio de estranhos símbolos, as vezes fixos, as vezes alternados.Manejam umas moedas estranhas e vão em lugares que não parecem acessíveis, movem as mãos de maneiras diferentes, fazem gestos estranhos, colocam as coisas em lugares diferentes, falam desde muito longe...
Em questão de horas, Khalia já não é a mesma: não conhece as regras, não sabe comprar, não encontra os alimentos que conhece e os que encontra não sabe como cozinhá-los, não pode explicar sua história, não vê no campo as ervas que curam a dor de estômago, não sabe o que acontece na comunidade, seus vistosos vestidos- os três que pôs na mochila- não servem para o frio e não sabe como vestir-se, olha Tron e pensa que não pode mais curá-lo, que ela não sabe a quem acudir... E, sobretudo, Khalia deixou de cantar e já não sorri.
Mombo também está como Khalia, ambos vítimas do desconcerto e do estranhamento, mas, por sorte, ele encontrou um primo terceiro que lhe ofereceu um trabalho no campo. Mombo sai de casa e passa o dia trabalhando com os amigos de seu primo, todos do mesmo país. Somente um deles fala com o chefe em uma língua que Mombo não conhece, logo seu primo traduz por cima. Ele sabe que a tradução foi por cima, só por cima… Mombo já não domina a situação. Ao contrário, a situação domina ele. Também domina Khalia. Já não são Mombo e Khalia, já não tem mil apelidos, já não são audazes, nem belos, nem... Somente tem um apelido: são imigrantes, e, “o pior”, dois: são imigrantes africanos.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
MANIFESTO EM DEFESA DO MST

Manifesto em defesa do MST
Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais
As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.
Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.
Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.
Bloquear a reforma agrária
Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário desloca-se dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.
Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.
O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais, como única alternativa para a agropecuária brasileira.
Concentração fundiária
A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.
Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no 1º semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.
Não violência
A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.
É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.
Contra a criminalização das lutas sociais
Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.
assinam esse manifesto:
Ana Clara Ribeiro
Ana Esther Ceceña
Boaventura de Sousa Santos
Carlos Nelson Coutinho
Carlos Walter Porto-Gonçalves
Claudia Santiago
Claudia Korol
Ciro Correia
Chico Alencar
Chico de Oliveira
Daniel Bensaïd
Demian Bezerra de Melo
Fernando Vieira Velloso
Eduardo Galeano
Eleuterio Prado
Emir Sader
Gaudêncio Frigotto
Gilberto Maringoni
Gilcilene Barão
Heloisa Fernandes
Isabel Monal
István Mészáros
Ivana Jinkings
José Paulo Netto
Lucia Maria Wanderley Neves
Luis Acosta
Marcelo Badaró Mattos
Marcelo Freixo
Maria Orlanda Pinassi
Marilda Iamamoto
Maurício Vieira Martins
Mauro Luis Iasi
Michael Lowy
Otilia Fiori Arantes
Paulo Arantes
Paulo Nakatani
Plínio de Arruda Sampaio
Reinaldo A. Carcanholo
Ricardo Antunes
Ricardo Gilberto Lyrio Teixeira
Roberto Leher
Sara Granemann
Sergio Romagnolo
Virgínia Fontes
Vito Giannotti
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Evo nuestro


Evo Morales: ¿Populista o popular?
Iñigo Errejón y Manuel Canelas
publicado originalmente em www.rebelión.org
Los pasados días 14 y 15 de septiembre, el Presidente del Estado Plurinacional de Bolivia Evo Morales Ayma visitó oficialmente el Estado español. Su llegada se produce en un momento clave para el desarrollo del proceso de transformación política en su país, y para las relaciones entre los gobiernos populares y progresistas de América Latina y la Unión Europea, con el Estado español como principal puerta de entrada.
El golpe de estado en Honduras, primero de este siglo, y las crisis de las bases norteamericanas en Colombia son claras señales de que en Latinoamérica pugnan proyectos encontrados de alcance global, configurándola como la región políticamente más rica e innovadora de nuestro tiempo. Bolivia es, a menudo, un referente olvidado en la región, pese a la extraordinaria importancia política y simbólica de su proceso de refundación estatal.
Las elecciones presidenciales y legislativas del próximo 6 de diciembre encuentran a Evo Morales y al Movimiento al Socialismo (MAS) en óptimas condiciones, las encuestas publicadas hasta hoy le otorgan alrededor del 50%, a casi 40 puntos de su inmediato seguidor.
Sin embargo, en las últimas semanas la derecha ha conseguido articular un frente de oposición- ni tan amplio y "único" como en principio pretendían, ni construido sobre la base de ningún programa ni discurso alternativo al Gobierno. Los sectores más conservadores de la oligarquía, indignados por su relevo democrático, tienen en los medios de comunicación empresarial la resonancia que hace tiempo perdieron en la calle.
Evo Morales y el MAS llegaron al poder a caballo de una masiva emergencia histórica de los sectores subalternos. Las mayorías sociales, empobrecidas y racializadas por un estado colonial excluyente, se hicieron mayorías políticas en la contestación de las políticas neoliberales, de devastadores costes sociales. El MAS gobierna aupado sobre la hegemonía de este bloque indígena y popular.
Las dos principales acusaciones que se leen y escuchan contra el actual gobierno boliviano son las de "racismo" y "populismo". Éstas encuentran mucho más eco en los medios de comunicación europeos que entre los ciudadanos bolivianos. Tal vez porque los primeros pertenecen a grupos empresariales con suculentos negocios en el país, conseguidos mediante acuerdos con las élites hoy desplazadas del poder.
El Gobierno del MAS, según estas voces, habría provocado una profunda polarización política, fracturando la sociedad en líneas étnicas y gobernando por encima de los mecanismos institucionales de control y fiscalización del poder, claves en el Estado de derecho.
Para que esto fuese cierto la primera premisa es que Bolivia, antes de Evo Morales, era una nación armoniosa y unida que transitaba en el camino correcto - el único que hay, el de la economía de mercado, según Vargas Llosa- hacia la prosperidad. Hay millones de bolivianos, desprovistos de ciudadanía y empujados a la más descarnada miseria, que invalidan el mito de esta Bolivia democrática y socialmente cohesionada.
La segunda premisa es que Evo Morales ha "racializado" un Estado que, anteriormente, era ciego y neutral a la "etnia". Costaría entonces explicar la correlación directa entre pertenencia a los pueblos indígenas y la pobreza, o el carácter mayoritariamente blanco y castellano parlante de la esfera pública en un país donde son minoría quienes comparten estas características. Como sostiene Coetzee para el caso de Sudáfrica, lo que verdaderamente les molesta a los viejos detentadores del poder político es haber perdido la capacidad de nombrar, lo que esto significa en términos de pérdida relativa de poder y la obligación que tienen ahora de compartir la toma de decisiones nacionales con miembros de los grupos secularmente marginados, son resistidos por todos los medios posibles- no siempre democráticos.
La acusación de "populismo" argumenta que el poder ejecutivo debe estar sometido a los controles institucionales que permiten que las minorías de hoy puedan ser mayorías mañana. El Gobierno de Evo Morales, según esta crítica, estaría dinamitando la institucionalidad apoyándose en su liderazgo carismático y no mediado con "el pueblo", convocadas como fundamento último y tendencialmente exclusivo de un poder cada vez más autoritario.
Esta acusación tiene mucho de falso y algo de cierto. Es absolutamente falso que se estén erosionando los mecanismos de expresión de la voluntad popular o de control del gobierno. Más aún, la nueva Constitución los ensancha introduciendo mecanismos de "control social" y la autonomía -particularmente la indígena- como canal de ejercicio colectivo de derechos sobre el territorio.
Es igualmente falso que se esté dañando la libertad de expresión, y al respecto baste citar que el 80% del espectro mediático sigue en manos de unas pocas familias adineradas que siguen diciendo y publicando cada día, sin restricción alguna, que existen ataques a su derecho a expresarse.
Es rotundamente falso que el proceso de refundación estatal en marcha sea excluyente: los que hasta ahora han venido siendo "ciudadanos de primera" perderán, es cierto, tal condición...justamente porque se han habilitado mecanismos positivos para eliminar la ciudadanía de segunda clase para mujeres, indígenas, pobres.
Es cierto, sin embargo, que el fundamento del Gobierno boliviano es la movilización popular: de ahí viene el propio Evo Morales. Quienes acusan al MAS de populista se remiten a una identificación absoluta entre liberalismo y democracia. El problema es que esta convergencia, históricamente variable, sólo puede ser sostenida para América Latina mediante la abstracción ideológica: Las capas dominantes locales no construyeron jamás Estados con capacidad de inclusión y regulación social, más allá de sus estrechos intereses de clase.
Así, las demandas populares no se procesaban de forma individual ni por cauces institucionales, posibilitando que se agregasen produciendo una separación del campo político entre "el poder" y los sectores populares. Esta es la condición de existencia del populismo según el prestigioso politólogo Ernesto Laclau, posiblemente uno de los científicos sociales que más en profundidad se ha ocupado del estudio del fenómeno.
En Bolivia, no es de extrañar que el protagonismo histórico de los sectores populares se haya vehiculado electoralmente en torno a un "outsider" de un sistema político oligárquico y ampliamente deslegitimado. El espanto de las castas mestizas y propietarias ante el ascenso de la "Bolivia plebeya" ha encontrado en el término "populismo" el mejor eufemismo para maquillar su repugna por lo popular.
En estos 4 años de Gobierno el MAS ha conseguido transformaciones relevantes: la Constitución, aprobada por más del 61% en enero pasado, supone un cambio en profundidad de la organización político jurídica vigente: Un intento real de construir y articular un "país plurinacional y multisocietal"; se ha revertido el proceso de capitalización-privatización de la etapa neoliberal que otorgó el control del excedente a manos extranjeras y prácticamente liquidó el patrimonio nacional, el Estado ha recuperado un papel destacado en la economía, las reservas internacionales se encuentran en máximos históricos y las cuentas fiscales aparecen saneadas.
Con esto se han podido financiar, entre otras iniciativas, la Renta Dignidad, para personas mayores, el Bono Juancito Pinto para los escolares y el Bono Juana Azurduy para las mujeres embarazadas en un esfuerzo por reducir la mortalidad infantil.
En política internacional el balance es positivo, la proximidad ideológica de varios gobiernos de la región, y sus nuevos mecanismos de integración y coordinación: ALBA y UNASUR, principalmente, han sido claves a la hora de contener el intento del golpe cívico-prefectural de septiembre de 2008 -cuando algunos líderes cívicos cifraban en la autonomía departamental la defensa de sus privilegios, sin importarles que el peaje fuera una guerra civil- o cuando han ofrecido mercados alternativos a los productos bolivianos que ya no se beneficiarán mas del ATPDEA- en un indisimulado castigo estadounidense al Gobierno de Evo.
La visita de Evo Morales ha tenido lugar en un momento decisivo para Bolivia y la humanidad: cuando convergen las crisis económica, ecológica y civilizatoria, Bolivia se muestra, con toda la humildad y toda la dignidad, como un proceso democrático y popular de refundación del estado en un sentido descolonizador, de inclusión ciudadana y redistribución de la riqueza. No es poco.
[1] Íñigo Errejón es investigador en la Universidad Complutense de Madrid y miembro de la Fundación CEPS. Manuel Canelas es investigador en la Universidad Complutense de Madrid.
domingo, 25 de outubro de 2009
MARIGHELLA PRESENTE

MANIFESTO
Aos brasileiros
EM MEMÓRIA DE CARLOS MARIGHELLA
Carlos Marighella tombou na noite de 4 de novembro de 1969, em São Paulo, numa emboscada chefiada pelo mais notório torturador do regime militar. Revolucionário destemido, morreu lutando pela democracia, pela soberania nacional e pela justiça social.
Da juventude rebelde, como estudante de Engenharia, em Salvador, às brutais torturas sofridas nos cárceres do Estado Novo; da militância partidária disciplinada, às poesias exaltando a liberdade; da firme intervenção parlamentar como deputado comunista na Constituinte de 1946, à convocação para a resistência armada, toda a sua vida esteve pautada por um compromisso inabalável com as lutas do nosso povo.
Decorridos quarenta anos, deixamos para trás o período do medo e do terror. A Constituição Cidadã de 1988 garantiu a plenitude do sistema representativo, concluindo uma longa luta de resistência ao regime ditatorial. Nesta caminhada histórica, os mais diferentes credos, partidos, movimentos e instituições somaram forças.
O Brasil rompeu o século 21 assumindo novos desafios. Prepara-se para realizar sua vocação histórica para a soberania, para a liberdade e para a superação das inúmeras iniqüidades ainda existentes. Por outros caminhos e novos calendários, abre-se a possibilidade real do nosso País realizar o sonho que custou a vida de Marighella e de inúmeros outros heróis da resistência. Garantida a nossa liberdade institucional, agora precisamos conquistar a igualdade econômica e social, verdadeiros pilares da democracia.
A América Latina está superando um longo e penoso ciclo histórico onde ocupou o lugar de quintal da superpotência imperial. Mais uma vez, estratégias distintas se combinam e se complementam para conquistar um mesmo anseio histórico: independência, soberania, distribuição das riquezas, crescimento econômico, respeito aos direitos indígenas, reforma agrária, ampla participação política da cidadania. Os velhos coronéis do mandonismo, responsáveis pelas chacinas e pelos massacres impunes em cada canto do nosso continente, estão sendo varridos pela história e seu lugar está sendo ocupado por representantes da liberdade, como Bolívar, Martí, Sandino, Guevara e Salvador Allende.
E o nome de Carlos Marighella está inscrito nessa honrosa galeria de libertadores. A passagem dos quarenta anos do seu assassinato coincide com um momento inteiramente novo da vida nacional. A secular submissão está sendo substituída pelos sentimentos revolucionários de esperança, confiança no futuro, determinação para enfrentar todos os privilégios e erradicar todas as formas de dominação.
O novo está emergindo, mas ainda enfrenta tenaz resistência das forças reacionárias e conservadoras que não se deixam alijar do poder. Presentes em todos os níveis dos três poderes da República, estas forças conspiram contra os avanços democráticos. Votam contra os direitos sociais. Criminalizam movimentos populares e garantem impunidade aos criminosos de colarinho branco. Continuam chacinando lideranças indígenas e militantes da luta pela terra. Desqualificam qualquer agenda ambiental. Atacam com virulência os programas de combate à fome. Proferem sentenças eivadas de preconceito contra segmentos sociais vulneráveis. Ressuscitam teses racistas para combater as ações afirmativas. Usam os seus jornais, televisões e rádios para pregar o enfraquecimento do Estado. Querem o retorno dos tempos em que o deus mercado era adorado como o organizador supremo da Nação.
Não admitimos retrocessos. Nem ao passado recente do neoliberalismo e do alinhamento com a política externa norte-americana, nem aos sombrios tempos da ditadura, que a duras penas conseguimos superar.
A homenagem que prestamos a Carlos Marighella soma-se à nossa reivindicação de que sejam apuradas, com rigor, todas as violações dos Direitos Humanos ocorridas nos vinte e um anos de ditadura. Já não é mais possível interditar o debate retardando o necessário ajuste dos brasileiros com a sua história. Exigimos a abertura de todos os arquivos e a divulgação pública de todas as informações sobre os crimes, bem como sobre a identidade dos torturadores e assassinos, seus mandantes e seus financiadores.
Precisamos enfrentar as forças reacionárias e conservadoras que defendem como legítima uma lei de auto-anistia que a ditadura impôs, em 1979, sob chantagens e ameaças. Sustentando a legalidade de leis que foram impostas pela força das baionetas, ignoram que um regime nascido da violação frontal da Constituição padece, desde o nascimento, de qualquer legitimidade. E procuram encobrir que eram ilegais todas as leis de um regime ilegal.
Sentindo-se ameaçadas, estas forças renegam as serenas formulações e sentenças da ONU e da OEA indicando que as torturas constituem crime contra a própria humanidade, não sendo passíveis de anistia, indulto ou prescrição. E se esforçam para encobrir que, no preâmbulo da Declaração Universal que a ONU formulou, em 10 de dezembro de 1948, está reafirmado com todas as letras o direito dos povos recorrerem à rebelião contra a tirania e a opressão.
Por tudo isso, celebrar a memória de Carlos Marighella, nestes quarenta anos que nos separam da sua covarde execução, é reafirmar o compromisso com a marcha do Brasil e da Nuestra America rumo à realização da nossa vocação histórica para a liberdade, para a igualdade social e para a solidariedade entre os povos.
Celebrando a memória de Carlos Marighella, abrimos o diálogo com as novas gerações garantindo-lhes o resgate da verdade histórica. Reverenciando seu nome e sua luta, afirmamos nosso desejo de que nunca mais a violência dos opressores possa se realimentar da impunidade. Carlos Marighella está vivo na nossa memória e nas nossas lutas.
Brasil, 4 de novembro de 2009.
Adriano Diogo, deputado estadual PT-SP
Afonso Carlos Vitor, Empresário
Afonso Celso Lana Leite - Professor do Depto de Artes Visuais da Universidade Federal de Uberlândia
Alexandre Oliveira Maciel – Advogado
Aluízio Palmar - Jornalista e escritor
Álvaro Caldas, jornalista e escritor
Amilcar Baiardi - Professor Universitário UFRB/UFBA
Ana De Holanda, cantora e compositora
Ana Magni - Economista do IBGE/RJ
Ana Perugini, deputado estadual PT-SP
Analia Averbuj-Periodista-Argentina
Anselmo Treto Garza, educador
Antonia Felix de Sousa – Professora
Antônio Augusto – jornalista
Antonio Candido
Antonio Cechin, irmão marista, catequista
Antônio Mentor, deputado estadual PT-SP
Antonio Trigueiros, físico atômico.
Apolo Heringer Lisboa, Professo Faculdade Medicina UFMG
Ari Celestino Leite, aposentado e anistiado da Petrobrás
Aristóteles Zakynthinos - Corretor
Arthur Gonçalves Filho, professor
Artur Henrique da Silva, presidente nacional da CUT
Ausonia Favorido Donato, educadora
Beth Carvalho, cantora e compositora
Beth Sahão, deputado estadual PT-SP
Carlinhos Almeida, deputado estadual PT-SP
Carlos Alberto de Freitas, Professor
Carlos Augusto Marighella - Advogado
Carlos Eugênio Sarmento Coêlho da Paz , músico e escritor
Carlos Gilberto Pereira - Presidente do Grupo Tortura Nunca Mais - SP
Carlos Lichtsztejn - Economista
Carlos Marés, procurador Geral do Estado do Paraná, Professor PUCPR
Celso Lungaretti - Jornalista, escritor e ex-preso político
Chico de Oliveira, sociólogo
Cid Nelson Hastenreitter, médico
Clara Charf
Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, Jornalista
Cleide M. Santos - Professora
Conceição Imaculada de Oliveira, Metalúrgica / Sindicalista
Daniel Fuentes - Presidente do Instituto Hilda Hilst
Dayse Marques de Souza – Psicóloga
Delson Plácido, jornalista, Grupo Tortura Nunca Mais-SP
Demilson Guilherme Martins – Engenheiro Civil - Vitória-ES
Denivaldo Henrique Almeida Araújo - Advogado
Deputado Federal Ivan Valente - Líder da Bancada PSOL
Dilma Rousseff, economista
Dulce Maia – artista plástica
Edival Nunes Cajá - Sociólogo e Presidente do Centro Cultural Manoel Lisboa de Pernambuco
Eduardo Cogo - Administrador Manaus/AM
Elia Albuquerque Rocha – Arquiteta
Eliana Rolemberg, socióloga
Eliete Ferrer , professora
Eliseu Gabriel, vereador PSB-SP
Elza Ferreia Lobo, educadora e jornalista
Emerson Xavier da Silva - tradutor-intérprete
Emir Paulino, advogada militante
Emir Sader, sociólogo, presidente da Clacso
Enid Yatsuda Frederico - Profa. IEL/Unicamp
Enio Tatto , deputado estadual PT-SP
Enzo Luís Nico júnior_- Geólogo – SP
Eros Marte – psiquiatra
Ester Góes - Atriz
Euzimar de Anchieta Gomes- Pedagoga - Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do ES (SINTRACONST-ES)
Fabiana Ferreira, poeta
Fábio Amaral Di Fini – Biólogo
Fabio Konder Comparato, jurista, USP
Fausto Figueira - deputado estadual PT-SP
Federico S. Alabern – Comerciante
Fernanda Pompeu, redatora e editora
Fernando Antonio de Souza Araújo – Economista
Fernando Morais, escritor
Fernando Silva – Ator
Francisco Celso Calmon Ferreira da Silva - Consultor organizacional
Francisco Roberval Mendes, professor, historiador, escritor, sociólogo
Francisco Soriano de Souza Nunes - Diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro
Franklin Martins
Frei Betto, escritor
Georges Bourdoukan - Jornalista e Escritor
Geraldo Jorge Sardinha - Aposentado
Geraldo Moreira Prado, professor universitário
Gloria Ferreira - Critica de arte
Graça Graúna – Escritora
Graciela Rodrigues, artista plástica
Gregório Gomes da Silva
Guida Aflalo - marchand
Guilem Rodrigues da Silva - Juiz
Hamilton Pereira, deputado estadual PT-SP
Heládio José de Campos Leme, economista e professor
Heleieth Iara Bongiovani Saffioti, socióloga
Helena Greco, militante de direitos humanos
Heloisa Bizoca Greco, coordenadora do Instituto Helena Greco de Direitos
Humanos e Cidadania / Belo Horizonte-MG.
Heloisa Fernandes, socióloga, professora da ENFF, e USP
Hildegard Angel, jornalista
Hosana Ramos - Odontóloga
Idibal de Almeida Pivetta, advogado de presos político
Ilda Martins da Silva - em nome da família de Virgílio Gomes da Silva
Inácio Rodrigues artista prof plástico
Inez Oludé da Silva, artista plástica
Irun Sant'Anna – médico
Isa Gomes da Silva
Isis Proença
Italo Cardoso, vereador PT-SP
Itamar Antônio de Oliveira Júnior - Engenheiro Ambiental
Itamar Oliveira – Engenheiro
Ivan Pinheiro, secretário geral do PCB
Ivan Proença – Professor
Ivan Seixas, presidente do CONDEPE-SP
Izaías Almada, escritor.
Jackson Lago , governador cassado do Maranhão, e PDT-MA
Jair Krischke, militante dos direitos humanos.
Janete Capiberibe, deputada federal PSB- Amapá
Joana Darc Gontijo, Presidente da APPMG
João Capibaribe, ex- governador do Amapá, e senador
João Luiz Duboc Pinaud – Advogado
João Marques de Aguiar, Professor
João Miguel, ator
João Pedro Stedile, ativista do MST
Jorge Durán, cineasta
José Carlos Vidal – Economista
José de Souza Cândido, deputado estadual PT-SP
José Dirceu, advogado, ex Ministro-Chefe da Casa Civil do governo Lula
José Joffily. cineasta
José Luiz de Araújo Saboya – Metalúrgico
José Pereira da Silva - economista
José Safrany Filho - lutador das causas populares, membro do Comitê Bolivariano -SP
José Sérgio Gabrielle de Azevedo, presidente da Petrobras
José Xavier Cortez, editor
José Zico Prado, deputado estadual PT-SP
Júlio César Senra Barros - Ex Preso Político. Coordenador Municipal do Pronasci-RJ
Jun Nakabayashi, sociólogo
Karla Sant´Ana
Katia da Matta Pinheiro - Historiadora
Leonardo Boff, teólogo, escritor
Lincoln Ribeiro - Jornalista / Manaus/Am
Lindberg Faria - prefeito de Nova Iguaçu
Lorena Moroni Girão Barroso, psicóloga, servidora pública federal
Lucio França - Advogado
Luis Cardoso, advogado
Luiz Carlos Lacerda, cineasta
Magda Lopes Campbell, Diretora APPMG
Malu Alves Ferreira - Jornalista
Manfredo Caldas, documentarista
Marcello Cerqueira - Advogado
Marcelo de Barros Souza, benedetino, teólogo e assessor de movimentos populares.
Marcelo Santa Cruz - Militante dos Direitos Humanos, advogado, vereador PT Cidade de Olinda
Marcelo Vaz, Psiquiatra
Marcio Curi, cineasta e produtor DF
Marco Antônio Rodrigues Barbosa, advogado
Marcos Martins, deputado estadual PT-SP
Margarida Genevois , socióloga
Margot Queiroz , socióloga
Maria Alice Saboya – pedagoga e jornalista
Maria Amélia de Almeida Teles – União de Mulheres – SP
Maria Angelica Gentile, juíza aposentada
Maria Carolina Bissoto - advogada
Maria Christina Rodrigues, Professora e Assessora Parlamentar
Maria Cláudia Badan Ribeiro – Tradutora, doutoranda em História Social – USP
Maria Cristina Capistrano – educadora
Maria das Dores Nascimento - advogada - São Paulo
Maria das Graças Sena – Cineasta
Maria Ignez Pfister Professora
Maria Jose Machado - Aposentada
Maria Julia Martins - cidadã brasileira - rg: 7.775.179
Maria Lúcia Prandi ,deputado estadual PT-SP
Maria Marighella – atriz
Maria Matilde Leone, jornalista
Maria Soleneide Rodrigues do Nascimento - Educadora Popular
Maria Victoria Benevides , socióloga, professora da USP
Marília Guimaes,empresária, ex-exilada política
Marilourdes Fortuna - Assistente Social e Sanitarista
Mariluce Moura, jornalista.
Mario Albuquerque (Ceará) - Administrador de Empresas
Marly Zavar –coreografa
Marúcia Cabral , analista de sistema
Maurice Politi, presidente do Núcleo de Preservação da Memória Política
Maysa Pinto Machado, socióloga
Miriam Abramovay, socióloga
Mouzar Benedito – jornalista
Narciso Pires - militante de direitos humanos
Neiva Moreira - cientista político RJ
Nelson Martinez - Presidente da Associação dos Anistiados Políticos, Aposentados, Pensionistas e Idosos do Estado de São Paulo (ANAPI)
Nelson Serathiuk, sociólogo político
Nilce Azevedo Cardoso, Psicopedagoga
Nilcéa Freire , professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
Nilmário Miranda, Jornalista
Nilson Furtado - metalúrgico
Oswaldo Nasser Miziara engenheiro
Patrus Ananias, ministro do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Paulo Abrão , presidente da Comissão de Anistia
Paulo Betti, ator
Paulo Cannabrava , Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais
Paulo Henrique Teles Fagundes - Advogado
Paulo Roberto Franco Andrade – Professor
Paulo Vanucchi, cientista político
Pedro Albuquerque - Advogado e Sociólogo
Pedro Alves Filho, engenheiro
Pedro Casaldaliga, bispo emérito, e poeta
Perly Cipriano – diretório Nacional do PT
Raphael Martinelli - presidente do Fórum Permanente de ex-presos e perseguidos políticos
Raquel Naschenveng Mattes - UNESP – aposentada
Raymundo de Oliveira - prof. Engenheiro
Rebeca de Souza e Silva, professora, UNIFESP
Regina Orsi – Historiadora
Regina Paixão Linhares , advogada
Renato Gomes Vieira - Professor
Renato J. Mayer - Tradutor, escritor, economista
Renée de Carvalho
Roberto de Barros Pereira,engenheiro
Roberto Felício , deputado estadual PT-SP
Romildo Maranhão do Valle (irmão desaparecido político Ramires Maranhão Do Valle PCBR/1973
Ronaldo Duque, cineasta
Roque Aparecido da Silva – Sociólogo
Rose Nogueira, jornalista
Rui Falcão, deputado estadual PT-SP
Samuel Mac Dowell de Figueiredo, advogado
Sergio Caldieri - Conselheiro da ABI
Sérgio Muniz, cineasta
Silvia Negrão - Advogada
Silvio Tendler, cineasta
Simão Pedro, deputado estadual PT-SP
Sonia Eliane Lafoz, socióloga
Stella Bruna Santo - Advogada
Talita Meng - União Estadual dos Estudantes/ UEE-SP
Tania Fayal, produtora
Teresa Noll Trindade - Cineasta
Terezinha Vicente Ferreira – Jornalista e feminista / SP
Theotonio Dos Santos - economista e sociólogo
Urariano Mota, escritor e jornalista.
Valmiria Guida – Ag. Administrativo
Valter Pinheiro - Professor Aposentado da Rede Oficial do Estado do Ceará.
Vanderlei Siraque, deputado estadual PT-SP
Vanderley Caixe, advogado
Vera Artaxo – Jornalista
Vera de Fátima Vieira, jornalista
Vera Vital Brasil – Psicóloga clínica, GTNM-RJ, Fórum de Reparação e Memória do Rio de Janeiro
Vicente Cândido, deputado estadual PT-SP
Vilma Amaro- jornalista e historiadora
Virgílio Gomes da Silva Filho
Vlademir Gomes da Silva
Vladimir Sacchetta – Jornalista e produtor cultural
Wagner Tiso, músico
Wanda Regina Rodrigues, Professora
Sincerely,
The Undersigned
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Adelante Pueblo uruguayo con el "viejo Tupa" Mujica

El Uruguay de Pepe Mujica
Antonio Peredo Leigue
ALAI AMLATINA, 20/10/2009.- El domingo próximo, 25 de octubre, se realizarán las elecciones presidenciales en el Uruguay. El candidato favorito, que todas las encuestas señalan como primero con más del 40% de la intención de voto, es Pepe Mujica, uno de los primeros tupamaros, uno de aquellos dirigentes históricos que organizaron el Movimiento de Liberación Nacional. Fue también, con Raúl Sendic, uno de los rehenes que el régimen mantuvo en condiciones de encierro malsano y de aislamiento total por más de una década.
Quienes seguimos con expectativa el desarrollo del acontecer latinoamericano, sentimos una alegría profunda a la hora en que fueron liberados, el año 1985. Pero, además, nos preguntamos entonces qué papel jugarían en la democracia que, tímidamente, se insinuaba en Nuestra América. Esos dirigentes: Sendic, Mujica, Huidobro, Marenales, estuvieron aislados durante 14 años. Fueron rehenes, sujetos a las peores condiciones carcelarias y, además, sin acceso a la información. Pero, por sobre todo, superando esas extremas limitaciones, nos demostraron que estaban conscientes de la realidad que vivía nuestro continente, cada uno nuestros países y, como era de esperar, su entrañable Uruguay.
Y ahora, Mujica, será presidente de ese país donde nació hace 75 años, donde militó siempre con su pueblo, donde entregó todo de sí por la liberación nacional, donde sufrió una prisión bárbara como rehén, donde finalmente se casó con una compañera combatiente como él y donde, con todo ese historial, mostró que la vida vale la pena vivirla. Mujica será el segundo presidente de las filas del Frente Amplio. ¿Cómo es que su vida lo ha llevado hasta ese punto?, ¿no será que dejó atrás las experiencias de los sesenta y está dispuesto a amoldarse al modelo? Esa, al menos, es la imagen que quisieron darme un par de jóvenes uruguayos que quieren luchar por la revolución socialista en su país. Para ellos, el Frente Amplio, ya no representa esa opción, si es que alguna vez la tuvo y, lo mismo Pepe Mujica que Tabaré Vásquez, seguirán sosteniendo el modelo neoliberal. Por supuesto, aquella pareja, había llegado a Bolivia con gran entusiasmo por el proceso que se está desarrollando aquí.
La realidad, en todo caso, es diferente. No se puede hacer lo mismo aquí que allí. Son realidades distintas. Realidades que deben ser tomadas con cautela. Tengo en mi mano un texto que dice precisamente eso. Se llama “Raúl Sendic, el primer Tupamaro” escrito por Sergio Góngora. Fue escrito en 2006 y la primera edición salió en abril de 2007. El prólogo fue escrito por Pepe Mujica, cuando no había ningún atisbo de que fuese candidato presidencial y, más bien, había dejado el gobierno para retornar al Senado Nacional.
Como el libro se refiere a Sendic, es lógico que el prólogo hable también de él. Mujica, refiriéndose a quien fue su jefe de toda la v ida, dice: “Era muy heterodoxo, tenía una cabeza terriblemente abierta, tanto que daba miedo. Porque también los hombres de izquierda inventan su Biblia. Y después creen en ella, aunque la realidad les esté rompiendo la cabeza. Es casi una actitud humana el ser un tanto conservadores y es muy difícil mantener la frescura, poder remover y remover las neuronas”.
En realidad, lo que hace Pepe en ese prólogo, que se extiende a lo largo de seis páginas, es retratarse. Porque, junto con Sendic, enfrentaron esa nueva realidad que la dictadura les había arrebatado durante 14 años y supieron fijar la línea correcta. Hubiese sido simple salir de su condición de rehenes gritando las viejas consignas del MLN Tupamaros. Hubiesen brillado en ese Uruguay que salía lentamente de la dictadura, aunque fuese sólo para recordar los tiempos heroicos. Eso es simple. Pero, como en los primeros tiempos de las marchas campesinas, como en la época de las “tatuceras”, buscaron el camino difícil de plantear la reconstrucción de su país trizado por las dictaduras civiles y militares que se turnaron desde Pacheco Areco hasta Álvarez, pasando por Bordaberry, Aparicio Méndez y otros más.
Es así que, Pepe Mujica, se plantea: “Porque cuanto más veteranos, más pacientes. Esta lucha no es para ‘apuraditos’. Esta lucha es para consecuentes”. ¿De qué lucha nos está hablando? Nos habla de: “Creo en las ideas fundamentales –porque de lo contrario sería no creer en la vida-, pero hay que tener la audacia de revisarlo todo”. Él tiene en cuenta que “si se pierde el camino al corazón de las masas, todo lo demás es mera filosofía militante de boliche”.
En esas condiciones, el Pepe sostiene: “Ningún pueblo va a salir adelante si no acumula trabajo, si no reparte el fruto de un trabajo real, y sobre todo cuando hay que tapar en lo inmediato la brecha social, no de los que tienen algún trabajo, de la brecha social de los que no tienen nada. Y esos deben estar primero”.
¡Cómo se agranda Mujica sentenciando! “No nos espera ningún paraíso, sobre todo a los viejos, sino salir del infierno y cultivar la esperanza, que es una cosa distinta”.
No sé si será suficiente para los jóvenes que, como corresponde, son impacientes, son ‘apuraditos’ como diría el Pepe. Así fuimos todos y qué bueno que fuimos así. La cosecha de esos tiempos tempranos, se hará cuando llegue el momento. Pero las semillas fueron sembradas. Aquí también; aquí, en Bolivia. Sembraron Tupac Katari y Bartolina Sisa. Lo hizo Zárate Willca y el pueblo combatiente en 1952. Fueron el Che Guevara y los guerrilleros en los años 60 y 70. Fueron los cochabambinos en 2000 y los alteños en 2003.
Es larga la lucha porque al final, según el Pepe, la prolongación de nuestra vida es la prolongación de la lucha del pueblo, y la lucha del pueblo necesita muchos hijos, miles de hijos. Miles de nietos que levanten las banderas de esperanza allí donde los hombres y las mujeres aflojan por el dolor y por el peso de la vida, y dando siempre gracias a la v ida que nos ha regalado tanto.
- Antonio Peredo Leigue es periodista, senador del Movimiento al Socialismo (MAS) de Bolivia.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Livre negociação de direitos trabalhistas

Patrão: " Olhe, deixe de sindicatos e intermediários e pactamos, eu e tu, livremente, as tuas condições de trabalho"
Trabalhador: " Sim, Senhor"
No Brasil começam a discutir no Congresso a lei das 40 horas semanais, luta histórica da classe trabalhadora. Dada a correlação de forças do Congresso brasileiro no qual mais de 70% dos deputados pertencem ou a proprietários ( empresários, latifundiários), ou a profissionais liberais conservadores, dificilmente o projeto será aprovado. O discurso é sempre o mesmo, propõe-se a "livre negociação" entre patrões e empregados para qualquer assunto relacionado a direitos trabalhistas.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Leia isso antes de comprar seu chocolate Nestlé

Você gosta de chocolate?
Veja antes o que a Nestlé faz na África
Artigo publicado em Cubadebate/www. InSurGente.org.
Você sabia que mais da metade do cacau que você consome procede da África? Sabia que ali existe plantações onde trabalham quase 300 mil crianças subjugadas pelas multinacionais e fora do comércio justo? Provavelmente você tenha escutado isso com uma certa incredulidade. Hoje vou contar-lhe o passado e o presente desta iniqüidade. De como algumas companhias como a Nestlé tem demorado e postergado a sua grande responsabilidade nos acordos estabelecidos para solucionar, na raiz, o problema da escravidão nestas plantações.
O “Theobroma cacao”, árvore do cacao, o “Alimento dos Deuses” é uma planta nativa da América do Sul que é “criolla” no continente americano e “forasteira” no africano. Esta última variedade, pelos seus componentes taninos e melhor preço, se converteu na família mais solicitada para a indústria alimentícia ocidental. Transformando a Costa do Marfim, 38%; Gana, 19%; Nigéria, 5% e Camarões, 5% nos principais produtores mundiais de cacau.
Historicamente o descontrole e a anarquia das plantações na África ocidental tornaram impossível o registro da qualidade do trabalho nas produções destinadas ao ocidente. A escravidão e métodos dos séculos passados se chocam com as leis e necessidades imperiosas do mercado europeu e americano. Durante décadas aproveitou-se do vazio legal para levar uma mais –valia na diferença de preços e custos do produto e mão de obra entre ambos os continentes; provocando a asfixia de produtores locais em benefício das grandes corporações. Com a chegada da cultura de “Comércio Justo” o “Fair Trade” e a nova consciência global, parecia que isto ia mudar.
Em toda a Costa do Marfim, na África; centenas de milhares de crianças trabalham escravizadas nas plantações de cacau. Os cultivos são de difícil acesso e estão fora do controle e do censo internacional. Os produtores “tiram” desta mão de obra barata, ante a asfixia do preço acordado com seus intermediários, diretamente vinculados as multinacionais. O preço que recebem os aldeães não se modificou em 40 anos, enquanto que no mercado internacional subiu –segundo algumas fontes- até 300% só nos últimos 10 anos ( fonte: “Bitter Sweet” –Dulce Amargo- documentário da BBC)
No ano 2000, informes da administração norte-americana falavam de mais de 15 mil crianças entre 9 e 12 anos vendidos como escravos nas plantações de algodão, café e cacau da Costa do Marfim. Informes posteriores da Organização Internacional do Trabalho ( OIT) confirmavam o tráfico de crianças entre produtores africanos
O subterfúgio que a Nestlé, amparado pela liberdade de comércio e da formulação dos seus produtos, vem utilizando - historicamente- é comprar chocolate naqueles mercados internacionais onde se mesclam com outras variedades perdendo então sua identidade como produto “feito por escravos” e fazendo impossível sua catalogação e procedência exata. Conforme crescia a empresa e seu monopólio no setor, suas brutais necessidades de matéria prima tornaram impossível a seleção de produtos mais controlados e , portanto, mais caros nos mercados de qualidade. Para que incomodar-se podendo comprar bom, bonito e barato? Ademais, a ( não ) lei internacional por um comercio justo tem garantido com suas carências, estas práticas.
Em setembro de 2001, demonstrado o mal feito durante tanto tempo com o cacau africano, as principais multinacionais e exploradoras do cacau da África ocidental se viram obrigadas a assinar, pela pressão da opinião pública e a insistência dos juízes norte-americanos Tom Harkin e Eliot Engel, um acordo internacional , o “Protocolo do Cacau” , para fazer frente as piores formas de trabalho infantil e trabalho forçado de adultos, nas plantações de cacau na África Ocidental. Parecia que tudo ia mudar e a Nestlé e outras muitas companhias assinaram o acordo que lhes trouxe muitos benefícios, traduzidos em subvenções e limpeza da imagem. Todos contentes.
O protocolo estipulava que em 2005 todos os mercados deveriam estar regularizados e desenvolver as normas de certificação e etiquetagem em todos os seus chocolates. Evidentemente muito poucos, para não dizer nenhum, cumpriram os prazos e menos os grandes impérios do “ouro marrom” e seus derivados. A maioria pediu uma prorrogação de quatro anos para confirmar os compromissos. Os resultados em 2008 não foram os desejados.
Pouco depois, o jornalista holandés Tony Van der Keuken, causou desconforto com uma impressionante reportagem sobre o “comercio” da Nestlé e outras companhias com o cacau da Costa do Marfim. O que demonstra que os pactos adquiridos eram tão efêmeros como um pedaço de chocolate nas mãos de uma criança. O próprio Tony, atendendo a legislação vigente em seu país, se auto-denunciou por comer 16 tabletes de chocolate produzido com cacau de mão de obra escrava. As autoridades estiveram a ponto de levar-lhe a juízo. Também criou uma companhia que distribuía tabletes de cacau certificadas e procedentes de comercio controlados. A resposta à campanha orquestrada por Tony, de um diretor da multinacional Nestlé foi:
“ Está bem, chamar escravidão; mas todos sabemos que seguirão sendo pobres de todas as formas”
Durante o pedido de desculpas proferido pelas grandes corporações ante a justiça americana, para desculpar-se pelo não cumprimento dos acordos, a Nestlé se justificou com a infâmia de que era impossível monitorar a produção de cacau em plena guerra civil na Costa do Marfim, enquanto seguia faturando com seu complexo de espiões e importadores de preços injustos, a produção de cacau escravo.
A pesar de tudo isso, Nestlé vem trabalhando e destinando muitos recursos, na tentativa de acabar com o problema- mais de um ponto de vista midiático do que efetivo- subscrevendo-se sempre a todas e cada uma das organizações que promovem o comércio justo do cacau. E com uma pequena gota de investimento midiático tele-dirigido para acalmar a deteriorada opinião pública. Os esforços de outras companhias para garantir a etiqueta “ free slavery” demonstra que é possível certificar a procedência “limpa” do cacau dentro de suas marcas. Assim enquanto empresas como a multinacional inglesa Cadbury, começam a aderir ao “comercio justo” em suas marcas originais. Nestlé, ao contrário, cria um único produto ( entre mais de 8 mil e 500, e não é chocolate) que se soma a iniciativa do “ Fair Trade” , mas não se sabe porque não o faz com suas marcas mais tradicionais. Teriam que mudar as formulações de seus produtos para adaptar-se aos “ cacaus limpos”? A impressão é que depois de vários “lapsos” de comercio mais- que- injusto criaram uma dependência do “cacau escravo” e seus “benefícios” difícil de substituir hoje em dia.
Segundo o irônico código de conduta da Nestlé “ […] a integridade, a honestidade, o trato justo e o pleno cumprimento de todas as leis aplicáveis tem guiado as práticas comerciais da Nestlé [...]. Então:
Porque é tão difícil cumprir os compromissos assinados ao mesmo tempo que outras empresas que com menor tamanho são capazes de sacrificar seus benefícios em virtude de acordos?
Porque Nestlé é uma das multinacionais com mais acusações públicas e denuncias contra a saúde pública e o meio ambiente da história recente?
Não há mais perguntas…
Euskal Herria (País Basco) independente: Um caminho sem volta

A gigantesca e histórica manifestação popular da cidadania basca no sábado em Donostia/San Sebastián significou o reconhecimento do trabalho político de Arnaldo Otegi e seus companheiros em prol da luta independentista.
Euskal Herria: O Caminho está traçado
Artigo de Osmar Gomes da Silva* para www.kaosenlared.net
A maré humana que ontem saiu do túnel do Antiguo para inundar todo o centro de Donostia mostra as possibilidades históricas da unidade abertzale e explica os medos de Madrid. Há muita água na piscina para se poder avançar, ainda que isso se considere arriscado.
O trabalho de Arnaldo Otegi, Rafa Díez, Arkaitz Rodríguez, Miren Zabaleta, Sonia Jacinto e muitos outros vai dando os seus frutos. Basta ver a resposta que operações policiais anteriores contra outras supostas reconstruções de mesas nacionais tiveram e compará-las com a imensa manifestação que no sábado percorreu Donostia. Não é que estes detidos caiam melhor que outros, visto que anteriores encarceramentos do próprio Arnaldo Otegi não suscitaram uma contestação tão grande com uma convocatória tão plural. O que acontece é que há vários meses que se têm vindo estabelecer as bases para pôr em marcha uma estratégia independentista eficaz, e os dirigentes das principais organizações abertzales - como o ELA e também o EA - têm noção da seriedade do trabalho que os detidos vinham a desenvolver. Por isso agora foi possível darem o passo de pedir às pessoas que viessem para as ruas.
Alfredo Pérez Rubalcaba enganou-se redondamente, ao ponto de alguns dos partidos que tinha escolhido como interlocutores para o acompanharem na sua tentativa de sabotar a iniciativa política que a esquerda abertzale preparava não terem tido outro remédio senão juntar-se ao protesto. Ali esteve uma boa parte do EBB [órgão central] do PNV, representado pelos presidentes das suas diversas executivas regionais. O ministro do Interior afirmou de manhã que «já disse» ao PNV no que é que os agora detidos andavam metidos. Pelos vistos, os jeltzales não acreditaram nele ou têm as suas próprias fontes de informação e, sem dúvida, conhecem suficientemente a realidade de Euskal Herria para saber que nem os encarcerados nem todos aqueles que no sábado se manifestaram em Donostia estão às ordens de «uma estratégia político-militar traçada pela ETA», como diz Rubalcaba.
O que se pôde ver em Donostia no sábado foi a representação de uma importante parte da cidadania basca que não quer aceitar atropelos antidemocráticos e até se sente bem a reivindicar conjuntamente a independência. A partir da convocatória da maioria sindical, foram muitas e diversas as siglas que aderiram ao apelo. Mas a ninguém que observasse a sociologia da marcha poderia escapar o facto de que uma grande maioria era constituída pela base da esquerda abertzale.
É uma base a quem o golpe inflingido por Rubalcaba e Baltasar Garzón conseguiu zangar, quase na mesma medida em que se vai enchendo de esperança e expectativa ao ir conhecendo os frutos do trabalho que os agora detidos desenvolveram. A manifestação de sábado, pelo menos para uma boa parte dos participantes, pode-se considerar também uma homenagem ao trabalho de Otegi, Díez, Zabaleta, Jacinto e Rodríguez.
Mas as manifestações passam e a base do independentismo tem agora pela frente o trabalho de dar conteúdo à iniciativa traçada e de a pôr em prática. E por muito que custe ao criador deste torpe intento de boicotar o salto previsto pela esquerda abertzale, a única coisa que conseguiu foi acicatar a sua militância e, muito provavelmente, aumentar a assistência aos debates e a assunção geral dos princípios do processo democrático.
A maré humana de sábado deve servir à esquerda abertzale para ver que há água mais que suficiente para avançar, por mais arriscado que seja. E uma mensagem similar devem entender também as restantes organizações independentistas que vêem a necessidade de uma confluência entre as opções soberanistas. Há caminho para percorrer conjuntamente e vontade de o fazer.
Não será fácil, isso é evidente. E também é óbvio que surgirão contradições, como no sábado se pôde verificar nalguns momentos e espaços da manifestação. Mas ficou claro que com vontade e trabalho certeiro, sabendo cada qual de onde vem o outro e sobretudo para onde se quer ir, é possível alcançar uma estratégia comum.
É disso que Madrid tem medo e porventura também alguns dos que se juntaram à marcha à última hora. Por isso esta é a estratégia eficaz, contra a qual foram emitidas as ordens de prisão.
*Osmar Gomes da Silva é brasileiro,nascido en Santos/SP, colunista da revista digital www.kaosenlared.net, nascido no bairro operário do Macuco da cidade de Santos,S.P., conhecida como a “Cidade Vermelha” por sua classe operária portuária combativa, estivadores, ensacadores de café, metalúrgicos e petroleiros de lideranças sindicais autenticas e dirigentes comunistas do tempo de Luis Carlos Prestes e outros. Militante do Partido Comunista Brasileiro na clandestinidade, é ex-preso político de 1975 no Dói-codi do 2º Exercito e Deops órgãos de repressão da ditadura militar de 1964.Autor de crônicas: Crônicas Esquecidas-publicadas na Rede Livros: Bilbao, Bilbo,Bilbao publicado em ( castelhano) Rebelión- libros libres e ViejoBlues. Rumo ao Paraíso e outras Histórias – contos (português). O Manuscrito de Sócrates -não publicado.
domingo, 18 de outubro de 2009
Repressão no País Basco: Resposta nas ruas

Milhares nas ruas de San Sebastián contra a repressão política no País Basco.
A resposta da cidadania basca às ações repressivas de cunho fascista do governo Espanhol não tardaram em acontecer. No sábado, na cidade de San Sebástian, milhares de bascos saíram as ruas para protestar contra as prisões dos líderes políticos da esquerda independentista, realizada na terça-feira passada na sede do Sindicato LAB. Entre os presos está Arnaldo Otegi, um dos principais representantes da Esquerda Abertzale (independentista. Segundo os discursos dos líderes sindicais e partidários presentes essa manifestação marca o inicio de um novo processo no sentido de superar o conflito basco que se aprofunda desde que o estado espanhol ampliou a repressão a qualquer ação politica da esquerda, com a Lei de PArtidos, que ilegalizou todos os partidos e organizações da izquierda abertazale. A manifestação de sábado foi considerada até mesmo pela mída conservadora ( EL país) como uma das maiores dos últimos anos, também reconheceu queo nacionalismo basco, dos diferentes matizes ideológicos está unido, o que é uma enorme preocupação para o estado espanhol. Podemos dizer que as prisões e a repressão estão sendo na verdade um "tiro no pé" do Estado Espanhol.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Por quê a direita odeia tanto o Pibe??





Tem lado: A midia burguesa odeia Maradona pelas posições políticas que defende
O que realmente não perdoam de Maradona
Artigo de JM Alvarez para www.kaosenlared.net / http://jmalvarezblog.blogspot.com/
tradução de “ A Batalha “para português.
Diego Armando Maradona tem atraído a atenção da mídia, após as declarações realizadas depois de classificar a seleção da argentina para o próximo mundial. Se bem, foram dirigidas contra a imprensa argentina, a mídia espanhola fez eco das mesmas de uma maneira tão gritante que parecem haver sido eles o objeto das críticas.
Pude constatar pessoalmente a quantidade de insultos que os jornalistas esportivos hispanicos têm dedicado ao argentino: imbecil, drogado, grosseiro ou bêbado são a mostra de algumas das pérolas esculpidas pelos “profissionais” que deveriam estar curados de espanto depois de viver situações como o assassinato em Madri de um torcedor, pelo fato de ser um “puto basco”. Na realidade, estes ataques escondem o ódio e o rancor que sentem em relação a Maradona devido a seu posicionamento político, o que ele disse é o de menos.
O que não perdoam a Maradona, é que diga somente “há brancos e negros” e os cinzas não existem, eles sabem de sobra que esse tom é uma invenção das democracias de mentira, destinado a enganar incautos.
O que não perdoam a Maradona, é que se declarou ateu depois de visitar o Vaticano e manifestar a incoerência de que chamem “igreja dos pobres” aquela que tem “cheio de ouro” o teto de seu templo mais emblemático.
O que não perdoam a Maradona, é que chame de assassino e lixo humano um presidente dos Estados Unidos- paradigma da “democracia”-, mostre sua admiração pelo Che Guevara e proclame que os políticos que ofendem Fidel Castro não chegam nem a sola dos seus sapatos.
O que não perdoam a Maradona, é que tenha se declarado “chavista” e mostre sua solidariedade com o processo iniciado em vários países da América Latina, que tem por objetivo libertar-se do imperialismo, exigindo o direito a desenvolver-se sem tutelas externas.
O que não perdoam a Maradona, é que um personagem mundialmente conhecido não seja “politicamente correto”, tenha reconduzido sua vida optando por aliar-se com aqueles que lutam por uma ordem mundial justa, denuncie as falsas democracias e reivindique a democracia popular e a revolução necessária para consegui-la.
O que, em definitivo, não perdoam a Maradona é que teve a dignidade de reconhecer publicamente seus problemas com as drogas e o desejo de superá-lo, uma dignidade que carecem quem jamais dirá que, para levar um ritmo de trabalho normal devem estimular-se artificialmente.
Desacreditando a Diego, tentam desacreditar os dirigentes e estadistas que se enfrentam com o imperialismo, essa é a mensagem subliminar; portanto, essa gentalha (como disse Maradona) que siga mamando, balançando o rabo para o seu dono que lhe dita o roteiro de cada dia.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
GORA EUSKAL HERRIA ASKATUTA


Hoje haverá concentrações de protesto em muitas localidades de Euskal Herria.
-
Cai-vos a máscara, de fascistas podres e rançosos, que é o que sois. Mantêm-se as formas, mas perdem-vos o respeito. Sois um nojo!
-
Solidariedade com todos os detidos. Exigimos a sua imediata libertação das garras dos fascistas espanhóis.
Liberdade, democracia e independência para o País Basco!
Gora Euskal Herria askatuta!
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